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Uma introdução - À terceira é de vez

jul. 29, 2020 1 comments

Este não é o primeiro blogue que faço.

O meu primeiro blogue foi feito aos 9 anos, e tinha pequenos contos sobre fadas, sereias e outras coisas fantasiosas que meninas de 9 anos tendem a gostar. Foi nesse blogue que nasceu o meu primeiro pseudónimo, "Sininho", nome que ainda uso nas redes sociais pelo seu valor nostálgico (já não uso como pseudónimo, tenho um diferente, mas essa é outra história). Foi com esse blogue que decidi que queria ser escritora, para mim não havia nada mais belo do que partilhar as minhas histórias e sonhos com o mundo.

O segundo blogue foi feito no meu primeiro ano de universidade. Admito que não estava tão bom como aquele que fiz em criança. Tinha críticas mal organizadas e coisas às quais mal se podem chamar de crónicas sobre pop culture - que não é exatamente a minha área de especialidade. Queria ser ouvida, estava a tentar escrever o que achava que as pessoas queriam ouvir. Ninguém queria saber de livros de fantasia ou histórias do dia a dia (e espiritualidade era só quando dava jeito). Tinha medo de falar sobre a sociedade, política, problemas de discriminação. A melhor opinião a ter era nenhuma. 

Felizmente, num ano cresce-se muito. 

Entretanto, tive trabalhos publicados no jornal online da universidade que frequento, o UALMedia. Criei uma rubrica chamada TUaLER na qual criticava livros para jovens adultos, com o objetivo de retirar o preconceito destes não terem valor intelectual. Encontrei o meu amor pela cultura e pelo ativismo, algo que também foi influenciado pelo curso que frequento. Passei a dizer o que penso sem medo de alguém discordar. Parei de ter vergonha das minhas paixões - no final de contas, são minhas e mais ninguém tem algum dizer nelas. Decidi que queria ser jornalista de cultura e escritora, idealmente a trabalhar por conta própria. Tentei fazer mais trabalhos jornalísticos, nem que fosse apenas para aprender e comecei a escrever um livro de fantasia. 

Mas não foi isso o que deu origem a este terceiro blogue. O "plano" original era apenas continuar a fazer trabalhos para o UALMedia e escrever o livro. Isto até me ter dado a ótima ideia (da qual nada me arrependo) de instalar a famosa aplicação Tiktok. Instalei não com a ideia de fazer algo "a sério", mas sim para usar como qualquer outra rede social - no início, publicava videos a fazer a minha maquilhagem mais "alternativa" e alguma arte que fazia nos tempos livres. 

Um dia às 3 da manhã, hora em que se fazem todas as boas decisões, publiquei um vídeo a ler tarot. Quando acordei de manhã, vi-me passar de 10 seguidores para 100. Fui publicando mais alguns vídeos de tarot entre os outros, e apercebi-me que as pessoas gostavam desse lado espiritual de mim. Publiquei um tiktok a apresentar-me e algumas característcas da minha prática espiritual. Nunca tive vergonha desse lado de mim, aliás, perguntem a qualquer pessoa que me conhece, que vão dizer o quão orgulhosamente me auto denomino de "bruxa". Tinha encontrado uma plataforma para exprimir essa espiritualidade. Fui ganhando mais seguidores, pessoas que vinham falar comigo e queriam ouvir o que eu tinha a dizer. Comecei a falar não só da minha espiritualidade, mas também das minhas opiniões políticas, trabalhos, planos para o futuro - a mostrar quem "eu" sou. 

Foi aí que nasceu a ideia deste terceiro blogue. Um minuto é pouco tempo para dizer tudo o que tem de ser dito e mostrar tudo o que sou. Este blogue é para as pessoas que me querem ouvir - mas sobretudo, é para mim. Para me deixar conhecer e todas as minhas facetas - a jornalista, a escritora, a amante de fantasia, a bruxa, a conselheira, a fanática por moda alternativa, a ativista, a artista, a mulher que quer ser tudo e se recusa a limitar-se. O nome deste blogue "Fora Deste Mundo", vem das expressões que já ouvi serem utilizadas para me descrever: "Tu não existes", "Não és deste mundo". De todas as palavras que já me foram ditas, penso estas encapsularem tudo o que sou. 

Então começa o meu terceiro blogue, desta vez para ficar. À terceira é de vez.


Comentários

  1. E fizeste muito bem pois escreves maravilhosamente. O mundo atual precisa de pessoas como tu para se tornar mais humanizado.

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